leprechaun

O HOMEM A NÍVEL DE PÊNIS


O HOMEM-PAU PEQUENO

Geralmente encontrado em carros altos, grandes, com largas caçambas, o homem-pau pequeno também pode ser encontrado na variante CEO de empresa que manda erguer totens, monolitos, torres e afins. O Homem-pau pequeno pode variar de baixo e magro a alto e robusto. Geralmente irritadiço e desconfiado, prefere as garotas inexperientes (e, cá entre nós, desavisadas) e costuma exercer seu poder efêmero sobre elas, que, na primeira oportunidade, descobrem que ele é um Homem-pau pequeno e passam a imaginar o que pode haver do lado de lá. Alguns deles são agraciados com Garotas-perereca-recolhida, que ficam felizes com os gestos carinhosos do pau pequeno. Alguns deles tornam-se exímios aplicadores de boquete.

O HOMEM-PAU-BICO DE CHALEIRA

Além de pequeno, o pau do Homem-pau-bico de chaleira apresenta uma interessante forma, com uma pequena curvatura. Ela sobe e desce em seguida, criando um pequeno movimento tobogã. Não fosse o diminuto tamanho do bico de chaleira, poderíamos admitir que seria uma experiência divertida o entra-e-sai de um pau curvo como um bico de bule. Detalhe: o bico de chaleira em questão é das esmaltadas, encontradas em secos e molhados de cidadezinhas remotas, e não das modernas, com apito. O Homem-pau-bico de chaleira não apita, mas ficamos sempre com aquela pergunta na cabeça: se era pra rolar uma aula de geometria descritiva, por que não trouxe uma régua-tê, um compasso e um transferidor?

O HOMEM-PAU DE MINHOCA

Se há uma coisa que dá raiva é esse tipo que aparenta força e robustez por puro sadismo.
O Homem-pau de minhoca costuma ter a auto-estima altíssima e arrota grandeza. Simplesmente não passa pela cabeça dele que aquela coisa é fina, ridícula e odiosa. O tipinho costuma freqüentar as rodas mais interessantes da cidade e mandar recados sensuais pelas suas amigas, que, desconhecendo a anomalia, passam o recado adiante e o colocam de cara pro gol. O Homem-pau de minhoca gosta de sussurrar frases sujas no ouvido da gente e ordena, cheio de si, que peguemos no seu pau. Assim, vamos cheias de expectativa e não achamos nada além de uma minhoca, que, muitas vezes, pode ser substituída com vantagem pelo dedo anular do infeliz. Eu grito, e você?

O HOMEM-MEIA-BOMBA

Vulgo “borrachudo”, o Homem-meia-bomba gosta de rachar a conta, entra no carro sem abrir a porta pra gente e, se bobear, dá a partida no carro e só percebe a nossa falta quando pára num sinal. É aquele tipinho triste, medíocre e – o pior – feliz. Ostenta aquela cara de bobo alegre, e, quando bate de frente com uma garota carente e na seca, leva a coitada pra uma daquelas maratonas intermináveis. Em diversos formatos e tamanhos, o Homem-meia-bomba engana, surpreende mesmo, porque ele passa do estado de relaxamento total ao de ereção máxima, porém, a gente fica sempre ali, esperando a coisa firmar, e ele simplesmente não firma nem a pau. Aí começa a maratona: bota aqui, enfia ali, faz um calço… Olha, passa na ortopedia do Miguel Couto, bota uma tala e volta mais tarde!

O HOMEM-PAUS IMENSUS

João Grandão é o outro apelido dele, que costuma achar que, com aquela jeba que não tem mais tamanho, não precisa de mais nada. Geralmente, é burro que Deus me livre. O Homem-paus imensus foi acometido da anomalia ainda na adolescência, período em que deveria estar polindo seu cerebelo e aprendendo alguma coisa pra tentar passar num vestibular, mesmo que pagando. Mas não, ele se satisfez em botar o pau pra fora em vestiários e rinhas de porra à distância pra se gabar com os amiguinhos, que o endeusavam. Os anos se passaram, e Paus imensus privilegiou a irrigação que migrou do cérebro pro pau. Costuma ser encontrado em redes de vôlei na praia às 3 da tarde, bem bronzeado, com uma toalha no ombro. O Homem-paus imensus não tem nem pista do que possa ser uma zona erógena, preliminares e outras bobagens sexuais, porque para ele basta abaixar o zíper e deixar aquela coisa se desenrolar e fazer o típico som (acachafláfla).

O HOMEM-ESCAPOLE

Uma variação triste, que combina um pouco do Homem-pau pequeno com o meia-bomba. O Homem-escapole é um desafio constante. Não mexe que ele escapole, não vira que ele escapole, não tosse que ele escapole. Soluço? Escapole.

O HOMEM-CHAPELETA ENCANTADA

leprechaunCadê os duendes? E lá vem ele com aquela cabeçorra gigante de cogumelo que faz sombra no caule. Parece uma rolha de champanhe, só que, além de ter que sair, ela primeiro tem que entrar, o que dificulta nas duas vias. O chapeleta causa um estranho efeito no sexo oral, uma coisa rally, em que é preciso passar por aquele obstáculo, ou então a gente nunca chega ao resto do pau do infeliz, porque a chapeleta está sempre lá. E ele se orgulha, dá lustro na chapeleta, aquela porra brilha. Já ouvi caso de mulher que ficou engatada e nunca mais saiu de lá. Um horror.

Antes que digam que aqui só tem mulher que não gosta de pau, não revelamos as maravilhas do Homem-pau-gostoso para evitar a espionagem industrial

SOS Baranga – independência ou morte?


E hoje, uma dia marcante, sete de setembro, vamos comemorar a independência! Ou morte? Estou dividida, sempre fico assim quando ouço essa pergunta: Independência ou morte? Por que deveria escolher entre as duas? Seria a independência uma coisa assim tão complicada que como alternativa poderíamos escolher a morte? Quando papai fez a passagem me deixou assim, herdeira de sua pensão de almirante, morando aqui neste apartamento colado no Copa, com Firmina a me servir – já está vehinha, mas não ha mais funcionárias portuguesas como ela. Tenho bonitas peças em meu mobiliário assinado por renomados designers brasileiros e estrangeiros, como esta cadeira de Tenreiro na qual me sento enquanto dito meu texto.
Pra que estou falando isso tudo? Não sei. Começo assim, organicamente, mas eu queria fazer aqui um protesto velado – eu acho bonito isso de protesto velado – por nós herdeiras de pais militares que vivem bem em Copacabana e nem por isso devemos optar pela morte, só porque receberemos a polpuda mesada de papai até que façamos nós mesmas a passagem.
Eu pretendo usufruir da minha dependência e assim poder me dedicar a análises sobre o comportamento, a moda, o estilo, as tendências. Se não fosse papai, não estaria eu, Laura, a Chanel aqui a ditar essas mal traçadas linhas.
Sendo assim, quero chamar atenção para um problema, esse sim mais importante que essa pergunta que todo ano reaparece nesta data (independência ou morte?): a intencional imbecilidade das manchetes da internet. Se você pega um jornal de papel, não conseguimos mais achar o que chamamos de jornalismo como era nos tempos em que papai descia o couro por aí. Mas se ficamos a navegar na rede mundial de computadores, só posso acreditar que há um plano maléfico de imbecilização mundial.
Hoje abri uma manchete que estava na primeira página da globo.com. Ela dizia: Pe Lanza: “Não briguei com ninguém”
Curiosa, sem entender se Pe era pé, mas estava sem acento ou era pê que estava sem acento, cliquei e descobri que trata-se do nome de um petiz. Uma briguinha entre namorados é descrita e desmentida pelos pombinhos. Não satisfeito em relatar tamanho problema, há uma segunda parte da reportagem com o título: Entenda o caso, a exemplo de reportagens sobre crimes hediondos e  ataques terroristas a prédios altos. Em seguida, uma explicação para posicionar quem não sabe exatamente do que estão falando. E o mais interessante, eu continuo sem fazer ideia de quem são so dois pombinhos, mas faço sinceros votos de felicidade aos dois que me parecem muito jovens para tanta celeuma.

Aqui está o link para tão importante reportagem que está apenas salpicada entre tantas outras de mesma relevância.

Beijíssimas
Laura Chanel

o homem a nível de carnaval


O HOMEM- ABRE ALAS

Sabe o cara que quer porque quer te convencer a expandir seus horizontes? É o Abre alas. Ele faz você se sentir uma garota careta, provinciana para conseguir o que realmente quer. Ele quer ampliar seus domínios na seara do sexo. Se no começo ele te fez mulher com carinho e ternura, hoje ele te chama de lagartixa, mas isso não é o suficiente pro Abre alas. Ele quer sempre mais e só vai ficar satisfeito no dia em que você abrir geral. Ele quer tudo. Até aí tudo bem, se você for o tipo da Garota-quero ver a mangueira entrar, mas uma vez que ele consiga o que quer, o céu é o limite, aí o buraco fica bem mais embaixo e o Homem-abre alas pode virar um Homem-he man, bombado, de cabelinho louro sambando no Bloco das piranhas.

O HOMEM-CARMEM MIRANDA

Simpático e animado, o Homem-Carmem Miranda, também conhecido por Carminha é bastante óbvio para deixar dúvidas. Não, ele não deixa nenhuma e anda pra todo lado com cortes de tecidos cintilantes, muita pluma, muito paetê e retalhos de chita coloridas. O Carminha é uma ótima companhia para Bailes em cidades pequenas, onde tudo que você quer é alguém pra rodar o salão enquanto procura um “Homem-pierrô pra te beijar e te abraçar, meu amor”. Vai uma banana aí? Ele tem. Abacaxi? Ele tem. Vatapá? Oi Caruru? Ô se tem.

O HOMEM-TIROLÊS

Apegado à mãe, o Homem-tirolês acorda no sábado de carnaval ansioso pra enfiar aquela roupinha que a mãe de 70 anos passou janeiro inteiro costurando. Você vai morrer de vergonha de sair com ele. É uma boa hora pra dar aquele tempo na relação. Deixa seu Homem-tirolês solto no carnaval que nada há de acontecer com ele e você aproveita pra quebrar tudo no Monobloco. O Homem-tirolês, além de aparecer no Monobloco de jardineira curta verde com brocados, chapeuzinho verde de Peter Pan, sapatos pretos e meias brancas até a canela, em vez de entoar o enredo oficial, chega animadíssimo gritando Iorulêi-hiiiii. Não dá pra encarar, deixa ele pagar o seu mico particular bem longe de você.

Screen Shot 2014-03-01 at 7.01.24 PMO HOMEM-TRIO ELÉTRICO

O bofe não pára um segundo. Depois de se acabar no sabadão, ele tira um cochilo de meia hora e acorda pra pegar a primeira cerveja do dia na geladeira do apê que alugou em Salvador. Lá embaixo os trios não param de passar e a galera pulando embolada. Enquanto isso, você que está estragada deitada num colchonete, com um ventilador apontado pra sua pessoa, leva a primeira cutucada do dia. Nem pense em tentar convencê-lo de que está cansada e precisa repor as forças. O Homem-Trio elétrico é assim ligado e gosta de variar nas modalidades. Nada de uma ou duas, tem que ser no mínimo três. Só não vai quem já morreu. Olha o Olodum aí gente!

O HOMEM-CAMAROTE

Muito fino, o Homem-Camarote. Ele te leva pra Sapucaí, ele tem credencial, para o carro lá dentro, tem camarote com mordomia, ta pensando o quê? É amigo do presidente da Liga das Escolas de Samba e arruma uma bocada pra sair com você à tiracolo com camiseta de “Apoio” em todas as escolas do primeiro grupo. Você se esbalda, volta pro aconchego do seu camarote, onde é recebida com um bom ar-condicionado, repõe as forças comendo frutas tropicais, blanquete de peru, recebe uma massagem do Homem-camarote e espera pela próxima escola passar. O Camarote é mordomia total, barba, cabelo e bigode. E o melhor, depois tem desfile das campeãs, mas cuidado com as rainhas de bateria.

O HOMEM-VOU PRA SERRA

Tipo bastante comum, principalmente se não conseguir se livrar da namorada antes do carnaval, ele te convence a passar o carnaval bem longe da folia, porque acha um verdadeiro saco toda aquela agitação. Na verdade temos dois tipos de Homem-vou pra serra. Os verdadeiros e os piratas. Os verdadeiros são geralmente cinéfilos, intelectuais, pensadores, ex-hippies e afins. Esses são os originais de fábrica e querem mesmo se ver livres da festa da carne. Além de não participar da folia, ele te proíbe de ligar a televisão porque só se vê a Globeleza e a Sapucaí. Até aí tudo bem se ele te compensasse pelo marasmo de um carnaval em uma choupana no meio do mato, mas nem te comer ele come direito. É uma na chegada e outra na quarta-feira de cinzas, de ladinho, na hora que acorda, meio sonado, e olhe lá.
Já o Homem-vou pra serra de araque é aquele que se deu por vencido, não conseguiu se livrar do namoro e revoltado resolve aliviar sua dor se mantendo afastado das tentações. Pelo menos o pirata te come direito, mas não se engane, enquanto você dorme, ele assiste todos os bailes da madrugada e chora de nostalgia quando vê o velho e bom He-man curtindo a vida adoidado.

O homem a nível de carne


Inspiradas pelo Rei, Roberto Carlos que abandonou a vida vegan e caiu nas carnes, temos aqui a avaliação que você precisa antes de escoher o seu naco.

Carnívora? Eu que não como carne ha 30 anos posso afirmar, esse tipo de carne que não é tão vermelha assim, eu como toda e lambo os beiços (que bonita essa imagem…e fina). E você, qual é a carne de sua preferência?

O HOMEM- CARNE MOíDA
Também conhecido como patinho moído esse é o típico tipinho idiota, daqueles que caem em qualquer  conto da carochinha. Nem só de homens espertos é feito o mundo das carnes. O Homem Carne Moída está constantemente cansado. Passa pela sala com a mão nas costas e reclamando do ciático? É ele. Outra característica é que ele faz as coisas aos pedacinhos como se fosse uma carne picadinha.  Primeiro ele tira a camisa, depois a calça, depois cueca, depois a meia… Arranca essa roupa  e vem colocar essa linguiça pra assar.  Na cama eles cansam rápido e suas dimensões vão de Croquete Sadia a super hamburgão. OMG! A madame vai levar quanto?

COMA-O AGORA

O HOMEM-COXÃO DURO
Também conhecido como Coxão-de-fora, chandanca, posta-vermelha, perniquim, lagarto-plano, lagarto-chato, lagarto-vermelho, chã-de-fora e lagarto-atravessado, o Homem-Coxão duro é na verdade um enrolado, tanto que se presta bem para receitas com esse fim. Ele vai te enrolando um pouquinho por dia até você se sentir um bife  rolê e ele casar de papel passado com sua vizinha que você nem sabia que morava no seu prédio. O cara é esperto, todo cheio de malícia e um pouco de gordura.  Eles têm aquele nervo duro no meio da carne. Loucura!
E aí? A madame vai levar a peça?

FAÇA-O AGORA

 

O HOMEM-ALCATRA

Sabe aquele moreno alto, lindo, forte, gostoso e sexy que você está olhando discretamente? Então. Ele também está, e muito mais discretamente que você.  Esse é o Homem Alcatra o tipinho que aceita tomar sal no lombo, ser jogado no forno e ainda ser chamado de Maminha. – Telma eu não sou gay ele canta. Tá boa santa? Assa amanhã, quer dizer, passa amanhã. O Homem-Alcatra não é um caso perdido, pois aceita todo tipo de recheio. Se sua vida sexual com ele não andar as mil maravilhas, é só você fazer uma boa feira e comprar cenoura, mandioca, batata baroa e essas coisas grandes e boas pra rechear uma Alcatra e meter dentro. Pronto! Diversão garantida ou seus legumes de volta para um Yakisoba.
PREPARE–O AGORA

O HOMEM-FILÉ MIGNON

Você acha o cara meio devagar?  Só porque ele não faz aquele tipo que pega pelos cabelos e te joga na parede? Não se engane. Não seja tolinha. Essa é uma carne nobre, suculenta, macia, calma e tranquila. Ele não tem pressa em mostrar o quanto é tenro, sexy e multidisciplinar, tão multi que pode se consumido mal, bem passado e ao ponto. Eu prefiro ao ponto. Esse tipinho não é fácil de encontrar dando sopa por aí. Ele é bem sucedido, seguro e sabe que vale o quanto pesa. Por isso, fique de olho pra não deixar esse pedaço de carne escapar.
Vai comer agora ou quer que embrulhe pra viagem? Paris?

DEVORE-O AGORA

O HOMEM-PÁ, PEITO E ACÉM

É carne de segunda. O Homem-Pá, Peito e Acém é tudo carne magra e osso duro de roer. Eles são como todos os tipinhos ordinários, vagabundos e sem noção que passaram pela nossa vida. São carnes passadas e não movem moinhos. Porém, é bom ficar sempre ligada pra não cair na lábia desses tipinhos de segunda e não se engane, por mais que eles se disfarcem de coisa fina jamais deixarão de ser carne de segunda.

QUER COMER? COMA.

A verdadeira história de Manoel, o Carlos


tit_sosI knew it! Preguiçosamente, me arrasto da chaise Corbusier até minha jacuzzi, de onde teclo em meu lap prata. O sol está refletindo em minha tela. Volto já de roupão de toalha com meu monograma bordado, LC. Voltei seca, loira e bege. Bege porque pela primeira vez na minha vida censurei um programa para os petizes da casa. Mãe, eu? Não, minhas criadas têm seus pimpolhos que eu alimento e educo com muita alegria e tomo o cuidado de proibir a exibição da novela do pervertido Manoel, o Carlos.

Serei rápida nas amenidades, pois nada pode se comparar ao que criou Manoel, o Carlos. Soube que em sua mais tenra infância ele teria sido abandonado e habitado por muitos anos a Vila Mimosa, onde aprendeu muito sobre mulheres, sobre a essência do ser humano e a vida real, nua e crua, bota nua nisso. Apesar de sua criação, o pequeno Mané, o “Carlinho”, escrevia em pedaços de papel de pão (ô dó) com lápis, trechos e anotações do que viria a ser hoje a espinha dorsal de suas novelas. Minha antiga secretária do lar confessou que sua tia Helena havia criado no sentido bíblico o pequeno Mané da Vila Mimosa. Tia Helena era uma alma caridosa da Vila, acolhia a todos sob suas asas, braços e pernas. Manequinho saiu com seu embornal rumo à Rede Globo dizendo que um dia venceria. Eu achei bonita a história de vida dele, mas ainda não me conformo com a malvadeza da Malévola. O bicho ficou mesmo traumatizado. Mandei celebrar uma missa no sábado em intenção à cabeça de Maneco. A missa será conduzida e terá uma imagem de Nossa Senhora das Cabeças, na Igreja Santa Mônica, no Leblon, ali em frente ao Bibi Sucos, ao lado do Colégio Santo Agostinho, pertinho do Degrau e do consultório do aborteiro do Leblon, todas referências turísticas e pitorescas no melhor estilo Manoel, o Carlos. Porteiros, criadas, esperamos vocês, com suas patroas superprotegidas e suas respectivas famílias desgraçadas. Amém Maneco.

Sei lá… sei lá…


tit_trico
A novela poderia também se chamar Comer a comida, Beber a bebida, Sair a saída, enfim, qualquer coisa. Porque a novela é isso, nada. Tem de um tudo, qualquer coisa vale.
Começando pela protagonista Melena que é uma top model internacional de 1,42m besta até dizer chega. Depois vem o mocinho que é um velhinho, e o que eles são? Um casal feliz? Um casal infeliz? Não, não são nada. Tanto faz. Ele não é fiel, mas gosta dela, ela não gosta dele, mas é fiel. Quer dizer, qualquer coisa ta bom.
A médica loira parece uma manicure, a outra parece uma massagista ninja. A estagiária é boazinha, mas é falsa também, tudo vale. A mensagem é que todos nós podemos parecer pessoas do bem, mas no fundo podemos ser tão escrotos quanto qualquer um, é uma coisa educativa pra nos colocar em nosso devido lugar. Todos somos fracos de caráter, basta ter uma oportunidade.
No maravilhoso mundo de Viver a vida, ela é muito bem vivida, não tem pobre. O pobre vive em Buzios, trabalha em casa de bacana, não tem miserê em Viver a vida. O núcleo abastado da novela está avaliado em 100 mil por mês, dito pelo autor que estipulou essa mesada para a mulher largada com as filhas.
Um dos gêmeos é chato pra cacete, o outro é alegre. O chato namora a cara de pato, o alegre  namora a bêbada anoréxica. Todos da família adoram a bêbada, não tem um membro normal que diga pro gêmeo alegre sair daquela roubada. Já o gêmeo chatérrimo que namora a gostosa vai smulh7e livrar dela assim que sofrer um acidente em que ficará tetraplégica. Eu acho pouco, ela devia ficar também surda e muda. Nessa hora o gêmeo chato, mas que era louco por ela e queria casar, a abandona mostrando que todos podem ser escrotos. Ela fica ali toda troncha, com cara de pato e abandonada. Aí vai foder com a vida do gêmeo legal, que vai sair da bêbada anoréxica para a paraplégica. Assim, o gêmeo chatérrimo pode ficar coma  estagiária falsa, ou com a bêbada!
A Natalia do Vale está fadada a fazer esse papel de mulher, coroa, moderna. E tem uma clientela ótima, ela sustenta a família o apê maneiro, tudo às custas das velhotas peladas. Sim, porque todos sabem que a coisa mais na moda que tem agora é velha posando de lingerie. Sua avô ainda não posou? Tá por fora.
Buzios perdeu muito com aquele pessoal que tomou conta da área, especialmente a mãe piranha com a  filha atriz. A menininha é uma noiva do Chucky, se tem uma coisa que me dá nos nervos é uma criança atriz que acha que é uma crianças atriz, Shirley Temple. Corra para a luz, Shirley, abandona aquele corpinho. Deixa a criança ser criança, Shirley. Ela vai sapatear, olha o que eu to dizendo.
Já a mãe, tudo normal, pede pra dar uma volta na lancha do sujeito. Ele topa levar a desconhecida. Lá ela sugere naturalmente, claro quem não pensaria nisso. “Vambora tomar banho pelado?” E joga a calcinha na cara dele. Ele vai, é claro, imagine se deveria pensar duas vezes, ele que está recém casado e é louco pela mulher? Camisinha é o esquimbáu, os espermas se espalham no oceano, ta tudo em casa. Ah que se foda, vamos viver a vida. É essa a mensagem.
Na hora de escolher a trilha sonora da novela, eles fizeram uma reunião. O papo era o seguinte:
- Aí cara, qual vai ser a música do Tom Jobim que a gente vai botar nessa porra dessa novela do Manoel Carlos que é qualquer coisa?
- Ah sei lá.
- Sei lá
?
É ta bom, ficou aquela música chata. Até isso conseguiram, botar uma música do Tom Jobim chata pra cacete.
E tem o núcleo de figurantes terminais. O que diabos aquela família que não fede nem cheira faz ali? Ele adora desgraça. Os caras estavam lá, a mulher fazendo quimio, lá atrás da cena, aí ele vai lá e traz os figurantes pra gente ver como ela vai ficar careca, fodida. Aí no final tem aquela gente toda ferrada, gente que rala, gente que supera, ai meu Deus do céu eu só queria uma novela legal depois do jornal.
A repórter grávida de Prestes entra no meio da programação para dar uma notícia importante. Plantão, tchantchantchan, música de plantão, nervosismo no ar. Ela sempre entra pra dizer que o cenário econômico está estável, nada de novo. Pombas, então pra que um plantão? “Brincadeirinha, está tudo tranquilo, nada de novo no front, podem voltar a ver a sessão da tarde.”
Já no núcleo do Divã, a mãe densa com suas filhas, a bocuda (cara de pato) que vai ficar tetra, aí vem a boazinha que não tem mais onde ser boa e a má que não podia ser pior. Meio termo nem pensar. Uma garota normal, vamos colocar? Não, diz ele, tem que ser esquisita.
Antes de terminar, porque já estou enjoada vou tomar um banho de sal grosso pra descarregar, tem a Maria Luiza. Vou te dar um Toque de Amiga, Malu, essa saída de praia e chinelo não estão lhe favorecendo. Tá toda esculhambada, andando de perna aberta, toda branquela, não ta legal. Se trata, pega um sol, coloca um coisa mais justinha, uma rasteirinha, um all star, ah não sei se tem jeito, mas estão te sacaneando no figurino, abre teu olho que tem gente lá que não vai com a tua cara, Malu.
Vou tomar uma ducha.

ETIQUETA PARA LIDAR COM CRIANÇAS


mais respostas cretinasNavegando na rede mundial de computadores, me deparei com um assunto que domino: etiqueta.
Ao ler tive que discordar das respostas e preparei minha versão muito mais elucidativa e modernizada, em homenagem à uma revistinha que li muito na minha infância, MAD.Você mãe, você amiga de mãe, você que gosta ou que odeia crianças, pode usar esse guia rápido e providencial para aprender a lidar com situações envolvendo pimpolhos.Recém-nascidos

1 – Quando o bebê nasce, quem deve ir à maternidade, quanto tempo dura a visita e é preciso avisar o horário à família?

Apenas quem queira ver uma mulher inchada, com peitos gigantes e mamilos pretos sendo colocados pra fora a todo instante. A visita dura muito, se você for algum tipo de tarado.

2 – Quanto tempo depois que a mãe chegou com o bebê em casa pode-se visitá-los?

Que tal uns 8 meses?

3 – Como deve ser a visita em casa?

“Em casa” de quem?

4 – Vou visitar um recém-nascido. Posso pegá-lo no colo ou tocá-lo?

Pode sim. É muito indicado que cada visitante pegue o bebê que saiu do útero há poucas horas e o beije carinhosamente. Tente fazer malabarismos jogando o bebê para cima e pegando-o de volta no ar. Eles adoram.

5 – Se fui convidada para o chá-de-bebê e levei os itens solicitados na ocasião, devo presentear a criança novamente quando for visitá-la?

Não, pra que gastar tanto dinheiro.? Já deu um coador antes dele nascer, agora chega né?

6 – Na hora de escolher o presente, devo ligar para os pais e perguntar o que a criança precisa ou posso escolher o que quiser?

Escolhe o que você gostaria de ganhar. Um bom cachimbo, uma lingerie com rendas.

7 – Se a visita chegar e o bebê estiver dormindo, devo acordá-lo ou pedir desculpas?

Sim, deve sacudir o bebê até que ele acorde, chore muito e fique irritado. Continue até que a mãe comece a se descabelar também. Feito isso, saia e deixe a família se danar sozinha.

8 – Os pais do bebê devem dar lembrancinhas?

Claro é importantíssimo isso, afinal é muito feio alguém que está com uma pessoa saindo pelo meio das pernas nem lembrar de te dar alguma coisa para as visitas. Vai ser desatento assim no mato.

jaulaCrianças maiores

9 – Se meu filho recebe um presente e diz que não gostou, devo me desculpar com a pessoa?

Dê um puxão de orelha nele, ali mesmo na frente de quem o presenteou e ofereça a outra orelha para que a pessoa sinta-se vingada também.

10 – Vou organizar a festa de aniversário do meu filho. Quem não posso deixar de convidar?

Adultos, velhos, pessoas bem chatas e que não têm nada a ver. Isso é tudo que seu filho deve esperar na festinha dele. Sua anta!

11 – Decidi dar uma festa em casa e vi que o filho do meu amigo estava mexendo nos armários e tirando as coisas do lugar. Devo repreendê-lo, avisar ao pai sobre o fato ou fingir que não vi?

Sem que os pais percebam, chegue perto do ouvido dele e faça ameaças aterrorizantes. Não esqueça de chantageá-lo para que não conte a ninguém.

12 – Levei meu filho para brincar em um parquinho. Quando percebi, ele estava brigando com uma criança. O que devo fazer? Repreendê-lo, reclamar com os pais da outra criança?

Passe uma sacola e recolha apostas das babás e pais que estão por ali. Isso vai estimular a competitividade da criança, e distrai a gente.

13 – Decidi passear com meu filho no shopping e ele fez um verdadeiro escândalo porque não comprei o brinquedo que pediu. O que fazer nessa situação?

Você deve voltar e comprar. Depois que a criança estiver com seu objeto de desejo, ajoelhe-se e peça perdão por ter resistido tanto em comprar o que ele queria. Continue o passeio e compre tudo que ele quiser, sem stress.

14 – Se acredito saber uma forma de lidar bem com a situação que a criança enfrenta (como doença ou comportamento indesejado), posso oferecer ajuda aos pais dela e passar minhas experiências?

Sim, mostre para os pais da outra criança que você sabe muito mais que eles, que são verdadeiras nulidades como pais.

15 – Se não gosto que apertem a bochecha do meu filho ou que toquem nele, posso falar para parar?

Sim, de maneira firme: “Para de apertar a bochecha do meu filho, porra.”

ORIGINAL do famigerado canal MUHER do Terra – http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3946002-EI1377,00.html